adzaa

            

Da abelha não se perde nem o veneno,
matéria-prima muito valorizada para produzir remédios.


José Alexandre Silva de Abreu

Diretor presidente da Pharma Néctar

O preço de cada grama da Apitoxina já alcançou cinco vezes mais que o mesmo peso em ouro no mercado internacional, tornando-a uma fonte de renda adicional ao apicultor, ao invés de ser apenas uma ameaça.
Entretanto, o problema estava em como extraí-lo de forma eficiente. O processo utilizado em laboratórios de pesquisa tinha o inconveniente de servir apenas para quando se trabalha com abelhas mortas e em pequenas quantidades, de forma artesanal, retirando-se o ferrão do inseto e apertando a extremidade do seu corpo até que saísse toda a apitoxina.

Com a criação de um aparelho, em 1988, desenvolvido pelo José Alexandre Silva de Abreu – Diretor presidente da Pharma Néctar - em parceria com a indústria de componentes eletrônicos Ritz do Brasil, foi permitido então um primeiro passo para a extração comercial da apitoxina no Brasil, possibilitando a coleta do veneno de até dez colméias simultaneamente.
O mais importante foi que, ao invés de sacrificar os insetos, eles recebem um choque elétrico suficiente apenas para irritá-los e fazer com que eliminem uma carga de veneno sobre uma placa de vidro.

O equipamento foi batizado de CVA1(Coletor de Veneno de Abelhas) e fez um grande sucesso nas regiões do sul e suldeste do país.

O aparelho em uso conjunto terá capacidade para extrair cerca de 180 gramas de apitoxina por mês, um volume nada desprezível levando-se em conta que cada inseto carrega em seu corpo apenas 10 milionésimos de grama. Ou seja, para chegar a um grama de veneno bruto seria preciso extrair toda a carga de “100 mil abelhas”.

Como não existia mercado interno para apitoxina na época da invensão, a maior parte do veneno produzido pelos coletores espalhados em vários estados destinava à exportação (França, Holanda e Japão).

O apicultor disposto a produzir apitoxina tem que ser extremamente rigoroso nos cuidados técnicos para a coleta do material, já que sua procedência, uniformidade e pureza do veneno serão bastante exigidos. A apitoxina não pode ser exposta ao ar livre e ao calor por muito tempo, sob o risco de alteração na sua composição. Por causa disso, cada utilização do CVA 1 tem que ser feita por um tempo muito curto.

O coletor vai em duas caixas. Uma contém a parte elétrica e a outra dez placas de vidro. Cada placa é colocado sobre o alvado de uma colméia, o local onde as abelhas pousam antes de entrar na colônia, e é conectada à parte elétrica do equipamento

Quando as abelhas pousam sobre placa, recebem um choque e reagem tentando ferroar o vidro e depositando assim uma carga de veneno. Liberam também uma secreção, o feromônio, que atrai mais abelhas. O veneno perde seus óleos voláteis e adere à placa, sob a forma de um pó de cor marfim. Desligado o aparelho, esse material é raspado e censervado sob refrigeração para não se deteriorar.

 

.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Rua Pernambuco, 1066, Bairro Funcionarios, Belo Horizonte / MG  CEP: 30.130-151
Tel: 31 3261-4028 / Fax: 31 3261-4886
E-mail: pharmanectar@pharmanectar.com.br


© 2006-2007 Néctar Farmacêutica LTDA / Todos os direitos reservados